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		<title>Notícias ambientais</title>
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		<description>Notícias sobre vida selvagem e natureza</description>
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					<title>Como o etnobotânico indígena Pataxó HãHãHãi e anciãos registraram o conhecimento medicinal de seu povo na Bahia</title>
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					<pubDate>13 Ago 2026 07:00:29 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA CARAMURU/PARAGUASSU, Bahia — Olhando para as montanhas secas e desmatadas ao redor de sua casa, Marta Xavier de Oliveira recordou-se de quando a área era uma floresta nativa. “Era dali que a gente tirava os remédios, fazia remédio quando a gente ficava doente”, disse Oliveira, conhecida como Dona Marta, de 87 anos, à Mongabay, em sua horta com várias plantas medicinais em sua terra ancestral no sul da Bahia. Ao lado da anciã indígena do povo Kariri-Sapuyá está uma grandiosa árvore embaúba (Cecropia pachystachya), usada para tratar diabetes e problemas de próstata. “Era ali a nossa mata… Derrubaram tudo. Tudo foi descampado aqui. E acabaram com a mata.” Dona Marta contou que algumas espécies nativas como a embaúba foram plantadas no quintal de sua casa na aldeia Caramuru há 44 anos, no processo de retomada do território. Outras, no entanto, desapareceram nas últimas décadas, quando invasores entraram na área e derrubaram florestas para dar lugar a pastagens de gado, acrescentou. Ela lamentou o sumiço de uma planta específica: puaia, usada para tratar dor de barriga, cansaço, picadas de cobra, peste — uma doença que, segundo os anciãos, provocava febre, dores de cabeça, e deixava o corpo todo retorcido  — e outras enfermidades. “Ficava ali na mata&#8221;, lembrou Dona Marta, apontando para as montanhas desmatadas. “Acabou tudo.” Em 27 de dezembro de 2025, Dona Marta faleceu. Seu conhecimento, no entanto, está vivo em um artigo publicado no Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine que a citou, de autoria do etnobotânico&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/como-o-primeiro-etnobotanico-indigena-e-anciaos-registraram-o-conhecimento-medicinal-de-seu-povo-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre baleias, corais e petróleo, Abrolhos luta por mais proteção</title>
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					<pubDate>22 Jun 2026 19:45:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CARAVELAS, Bahia — Cientistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais brasileiros sabem bem quais riscos rondam a região dos Abrolhos, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, localizada entre os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Entre as ameaças estão a pesca predatória, a mineração em águas profundas, a carcinicultura (criação de camarões) e a especulação imobiliária. Esses elementos têm algo em comum: podem impactar bancos de coral, ilhas oceânicas, manguezais e outros habitats onde vivem mais de 500 espécies animais. Além de servir de casa para peixes, invertebrados, tartarugas-marinhas e aves, as águas de Abrolhos são berçário de cetáceos, como as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Entre junho e novembro, esses animais migram da Antártica para a região em busca de um ambiente mais cálido para se reproduzir e criar seus filhotes. Frente à lista de ameaças ao bioma costeiro, uma força-tarefa científica, lançada em março de 2026, busca concluir, até dezembro, uma proposta que poderia ampliar os limites geográficos do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos — a única unidade de conservação integral da região. A iniciativa é da organização ambientalista WWF-Brasil, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para isso, o WWF promoveu uma expedição ao Arquipélago dos Abrolhos, localizado dentro dos limites do parque. Lá, especialistas, jornalistas e lideranças comunitárias puderam discutir sobre as áreas naturais que ainda carecem de proteção. Criado em 1983, o parque dos Abrolhos é o primeiro parque nacional marinho do Brasil. No entanto, os seus 882 km² de&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/06/entre-baleias-corais-e-petroleo-abrolhos-luta-por-mais-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Bahia abre centro de reabilitação para salvar o raro mico-leão-de-cara-dourada</title>
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					<pubDate>06 Mai 2026 15:40:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>O Brasil inaugurou seu primeiro centro de reabilitação para o mico-leão-de-cara-dourada, espécie de primata ameaçada de extinção pela expansão urbana e pela substituição de sistemas agroflorestais de cacau por monoculturas. Os micos-leões-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) já foram registrados em Ilhéus e arredores, cidade litorânea no sul da Bahia, comendo frutas dentro de um supermercado ou se [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[O Brasil inaugurou seu primeiro centro de reabilitação para o mico-leão-de-cara-dourada, espécie de primata ameaçada de extinção pela expansão urbana e pela substituição de sistemas agroflorestais de cacau por monoculturas. Os micos-leões-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) já foram registrados em Ilhéus e arredores, cidade litorânea no sul da Bahia, comendo frutas dentro de um supermercado ou se deslocando por fios de alta tensão — muitos acabam morrendo eletrocutados dessa forma. Atropelamentos em rodovias também têm ferido ou matado vários macacos, assim como ataques de cães domésticos. Até recentemente, não havia nenhum local especializado para receber esses animais e prepará-los para a volta à natureza, explica o biólogo Leonardo Oliveira, que estuda a espécie há mais de 20 anos. “Muitas vezes, para o público em geral, ver esses macacos no quintal de casa ou na feira passa a falsa impressão de que está tudo bem: ‘Nossa, tem tantos que já estão até entrando na cidade’. Não. É a cidade que está avançando sobre o espaço deles”, afirma Oliveira, que vai atuar no novo centro de reabilitação. Um mico-leão-de-cara-dourada em um poste de energia elétrica em Ilhéus. Foto cedida pela Tamarin Trust. O mico-leão-de-cara-dourada é uma espécie endêmica do Brasil, restrita a uma pequena região de Mata Atlântica no sul da Bahia. Entre 1992 e 2024, sua área de ocorrência encolheu em 42%, passando de cerca de 22,5 mil quilômetros quadrados para 13 mil km². Isso resultou em uma redução populacional de quase 60%: de uma estimativa de 50 mil indivíduos há 30 anos&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/bahia-abre-centro-de-reabilitacao-para-salvar-o-raro-mico-leao-de-cara-dourada/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Perto de ‘morrer’, Rio Camarajipe leva esgoto e lixo ao mar que banha Salvador</title>
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					<pubDate>30 Mar 2026 07:54:02 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia — “Tudo o que você puder imaginar”, respondeu o pescador Luiz Soares, conhecido como “Sinho”, às vésperas da Festa de Iemanjá, orixá protetora das águas. À beira-mar, ele relembra as coisas incomuns que já viu na foz do Rio Camarajipe, cujo curso d’água desemboca no oceano que banha a cidade de Salvador, capital da Bahia. A lista inclui geladeira quebrada, pneu, armário, carrinho de supermercado, mesa, pedaços de plástico, colchão, roupas íntimas, fraldas, sapatos e até cadáveres humanos. Oficialmente, o Camarajipe ainda não foi classificado como “rio morto” — quando um corpo hídrico perde a capacidade de sustentar formas de vida —, mas apresenta estágio avançado de degradação ambiental e já opera, na prática, como mero condutor de esgoto a céu aberto, afetando a saúde da comunidade pesqueira e a vida marinha. Um dos principais destinos turísticos do Brasil no verão, em meio a suas festas populares e às altas temperaturas, a capital baiana sente os efeitos da poluição que chega ao mar pelo maior rio urbano da cidade, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Ao todo, Salvador possui 12 bacias hidrográficas, e a do Rio Camarajipe (a terceira maior da cidade) abrange 42 bairros, com área de drenagem (onde as águas escoam naturalmente para o rio) total de 35,9 km². Enquanto as nascentes do rio estão em regiões periféricas, predominantemente residenciais, nas imediações do bairro de Pirajá, a foz fica em uma parte abastada da capital, como a região do bairro Costa Azul. “Hoje, é repugnante&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/perto-de-morrer-rio-camarajipe-leva-esgoto-e-lixo-ao-mar-que-banha-salvador/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Quilombolas denunciam impactos da mineração de areia no sul da Bahia</title>
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					<pubDate>26 Mar 2026 08:44:36 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[<p>CAMAMU, Bahia – Localizado a cerca de 30 quilômetros do centro de Camamu, no sul da Bahia, o Quilombo do Pratigi é acessado por uma estrada de terra que corta áreas de Mata Atlântica, manguezais e roças tradicionais. É nesse espaço, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Baía de Camamu, que famílias quilombolas vivem [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CAMAMU, Bahia – Localizado a cerca de 30 quilômetros do centro de Camamu, no sul da Bahia, o Quilombo do Pratigi é acessado por uma estrada de terra que corta áreas de Mata Atlântica, manguezais e roças tradicionais. É nesse espaço, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Baía de Camamu, que famílias quilombolas vivem há mais de um século da pesca, da mariscagem e do extrativismo da piaçava. Nos últimos anos, no entanto, esse modo de vida passou a conviver com o tráfego intenso de caminhões, o ruído constante de motores e os impactos associados à extração de areia na região. “Se mexer aqui, não mexe só na terra. Mexe na vida inteira da comunidade.” A frase, dita por um morador do Pratigi que não quis se identificar, ajuda a dimensionar o que está em jogo. A economia local depende diretamente da integridade dos rios, estuários e manguezais que cercam o quilombo. Qualquer alteração nesses ecossistemas se reflete de forma imediata na segurança alimentar, na saúde e na permanência das famílias no território. É nesse ponto que o conflito deixa de ser abstrato e passa a se manifestar no cotidiano. “Hoje a gente vive aflito pelo agora. E com medo do que ainda pode vir”, resume outra moradora, que lembra de outros projetos minerários ainda mais agressivos previstos para o entorno da comunidade tradicional. Como o da multinacional Knauf, que adquiriu uma mina de gipsita, matéria-prima do gesso, próxima ao quilombo. E que, de acordo com o governo baiano,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/03/quilombolas-denunciam-impactos-da-mineracao-de-areia-no-sul-da-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Abrolhos em risco: por que o tesouro marinho do Atlântico Sul precisa de proteção</title>
					<link>https://brasil.mongabay.com/2025/11/abrolhos-em-risco-por-que-o-tesouro-marinho-do-atlantico-sul-precisa-de-protecao/</link>
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					<pubDate>05 Nov 2025 09:02:26 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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							<![CDATA[Animais, Conservação, Espécies Ameaçadas, Fauna, Fauna marinha, Manguezais, Mineração, Oceanos, Parques Nacionais, Peixes, Pesca, recifes de coral, Unidades de Conservação e Vida Selvagem]]>
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							<![CDATA[<p>A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[A Região dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, tornou-se mundialmente conhecida por deter a maior concentração de biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Mas a manutenção desse patrimônio em longo prazo está em xeque, caso não sejam sanadas as lacunas de proteção legal de seus principais ecossistemas. São as conclusões de um estudo recente, que identificou os hotspots da área e a necessidade de conservá-los. Um dos ecossistemas mais conhecidos e vulneráveis dessa região é o Banco dos Abrolhos, que concentra o arquipélago homônimo e a mais extensa formação de recifes de corais do Atlântico Sul, além de ser o principal berçário de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) no país. Apesar da relevância, menos de 2% de seus 46 mil km² estão protegidos por uma unidade de conservação de proteção integral; no caso, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o primeiro com essas características criado no Brasil, em 1983, com 882 km². A biodiversidade marinha do Banco dos Abrolhos também é fundamental para a manutenção de algumas vocações econômicas regionais, como a pesca artesanal praticada pelas comunidades tradicionais da Reserva Extrativista (Resex) de Cassurubá e da Resex Marinha de Corumbau, bem como o turismo ecológico. O avistamento de baleias-jubarte, por exemplo, é um importante gerador de renda entre junho e novembro, quando os animais migram da Antártica para a região com o intuito de se reproduzir. A atividade também ajuda a sustentar o programa de pesquisa e conservação do Instituto Baleia Jubarte (IBJ). Mas todo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/abrolhos-em-risco-por-que-o-tesouro-marinho-do-atlantico-sul-precisa-de-protecao/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>“Aqui era maré, hoje é entulho”: quilombo resiste ao avanço de porto na Bahia</title>
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					<pubDate>03 Nov 2025 17:07:18 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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							<![CDATA[<p>CANDEIAS, Bahia — Sentada na varanda de sua casa, Aurora do Carmo Celestino, 85, descreve um lugar que já não é o mesmo. Ou melhor, que resiste em meio a camadas de concreto, portarias de segurança e decisões judiciais. Resistir, para ela, também é recordar. E é da sua casa, no alto de um morro [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CANDEIAS, Bahia — Sentada na varanda de sua casa, Aurora do Carmo Celestino, 85, descreve um lugar que já não é o mesmo. Ou melhor, que resiste em meio a camadas de concreto, portarias de segurança e decisões judiciais. Resistir, para ela, também é recordar. E é da sua casa, no alto de um morro enlameado por causa da chuva, que ela aponta para o horizonte e relembra tudo que foi transformado ou ameaçado de desaparecer: a prainha, o manguezal, os bananais, os mariscos e a palha da canabrava que moldavam a vida em Boca do Rio, comunidade quilombola situada às margens da Baía de Aratu, em Candeias, Região Metropolitana de Salvador. Hoje, essas memórias disputam espaço com o avanço agressivo de empreendimentos portuários e com uma avalanche de ações judiciais que ameaçam apagar um século de história e de presença quilombola no território. “Tudo ali era mangue. A gente tirava roça, tirava todo tipo de marisco&#8221;, lembra Aurora. “Hoje está escasso. Quando essas empresas chegaram, nunca procuraram a comunidade para dizer o que iam fazer. Vinham com máquinas, destruíam o que encontravam e pronto. Não pediam licença, não conversavam com ninguém. Simplesmente se apossavam do território. Nossos pais tinham até medo de retaliação e, muitas vezes, ficavam calados diante dessas invasões.” Os processos em curso na Justiça Federal revelam o cerco contra Boca do Rio. Em 2019, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), empresa estatal vinculada à Secretaria de Portos da Presidência da República, responsável pela&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/11/aqui-era-mare-hoje-e-entulho-quilombo-resiste-ao-avanco-de-porto-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Surto de circovírus expõe controvérsias em projeto de reintrodução de ararinhas-azuis</title>
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					<pubDate>28 Out 2025 15:07:49 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Miguel Monteiro]]>
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							<![CDATA[<p>CURAÇÁ, Bahia — Sob o sol escaldante da Caatinga, grasnados característicos rasgam os céus de Curaçá, alertando para a chegada de uma das aves mais ameaçadas de extinção do mundo. Rapidamente, passam por cima da cabeça silhuetas de um tom de azul inconfundível. Trata-se da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie que no ano 2000 foi declarada [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[CURAÇÁ, Bahia — Sob o sol escaldante da Caatinga, grasnados característicos rasgam os céus de Curaçá, alertando para a chegada de uma das aves mais ameaçadas de extinção do mundo. Rapidamente, passam por cima da cabeça silhuetas de um tom de azul inconfundível. Trata-se da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie que no ano 2000 foi declarada extinta na natureza e que hoje é o foco de um projeto de reintrodução. Contudo, ao observar os animais mais atentamente, nota-se que, entre as penas de coloração azul-turquesa, despontam algumas penas brancas. Em 12 de maio deste ano, a BlueSky, empresa brasileira responsável pelo criadouro utilizado na reintrodução da ararinha-azul em Curaçá, notificou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Natureza (ICMBio) e o Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema) de que sete animais haviam testado positivo para circovírus, sendo um filhote nascido na natureza e seis aves que estavam sendo preparadas para soltura ainda este ano. O circovírus é o agente causador da doença do bico e das penas, comum em psitacídeos — grupo de aves que inclui araras, papagaios e periquitos. Trata-se de uma enfermidade altamente contagiosa, potencialmente letal e sem tratamento conhecido, que pode causar má-formação e descoloração de penas, deformações no bico e imunossupressão. A transmissão pode ocorrer pelo contato das aves com penas infectadas ou superfícies contaminadas, como comedouros, poleiros e ninhos. Paisagem da Caatinga na região de Curaçá, Bahia, onde ocorre o projeto de reintrodução da ararinha-azul na natureza. Foto: Miguel&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/surto-de-circovirus-expoe-controversias-em-projeto-de-reintroducao-de-ararinhas-azuis/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Especulação imobiliária transforma Boipeba e ameaça modos de vida tradicionais</title>
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					<pubDate>02 Out 2025 14:10:48 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Leandro Barbosa]]>
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							<![CDATA[<p>BOIPEBA, Bahia — Quando a luta pesa demais, o quilombola Benedito da Paixão Santos, o Bio, encontra refúgio na mata. É nas áreas ainda preservadas da Ilha de Boipeba, no sul da Bahia, que ele se reconcilia com o silêncio e a paz. Ali, conta, a natureza é guia e companhia. “As pessoas tratam a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/especulacao-imobiliaria-transforma-boipeba-e-ameaca-modos-de-vida-tradicionais/" data-wpel-link="internal">Especulação imobiliária transforma Boipeba e ameaça modos de vida tradicionais</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[BOIPEBA, Bahia — Quando a luta pesa demais, o quilombola Benedito da Paixão Santos, o Bio, encontra refúgio na mata. É nas áreas ainda preservadas da Ilha de Boipeba, no sul da Bahia, que ele se reconcilia com o silêncio e a paz. Ali, conta, a natureza é guia e companhia. “As pessoas tratam a natureza como um ser sem importância. Pra mim, é o contrário, é ela quem me dá forças e me diz como prosseguir. Fico lá em silêncio, ouvindo o que cada ser tem pra me dizer”, afirma. Mas chegar a esse abrigo tem se tornado cada vez mais difícil. A ilha, que integra o município-arquipélago de Cairu, é hoje um dos principais destinos turísticos da Bahia. Sua vida comunitária se organiza em quatro núcleos — Velha Boipeba, Monte Alegre, Moreré e Cova da Onça —, reconhecidos como comunidades tradicionais. Esses territórios compartilham áreas de pesca, manguezais, matas e rotas de extrativismo, que garantem a subsistência por meio da pesca artesanal, da agricultura de pequena escala e da coleta de frutos. Práticas transmitidas entre gerações que estruturaram a vida coletiva da ilha, mas hoje estão diretamente ameaçadas pelo avanço das cercas. Ao longo de 20 quilômetros de litoral, praias, trilhas e até manguezais vêm sendo progressivamente fechados por empreendimentos turísticos e imobiliários. Cercas de arame, guaritas e seguranças passaram a controlar os acessos, transformando áreas coletivas em espaços de uso restrito. “Boipeba virou um curral. Cercaram nossos caminhos, nossas fontes de água, os lugares de pesca. Querem&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/10/especulacao-imobiliaria-transforma-boipeba-e-ameaca-modos-de-vida-tradicionais/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Tesouro da Caatinga, licuri ganha novos horizontes na bioeconomia graças à ciência</title>
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					<pubDate>26 Ago 2025 08:39:57 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Dantas]]>
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							<![CDATA[Agrofloresta, Alimentação, Alimentos, Biodiversidade, Caatinga, Comunidades Tradicionais, Conservação, Povos Tradicionais, Reflorestamento, Soluções e Sustentabilidade]]>
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							<![CDATA[<p>Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[Um levantamento feito em 2025 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mapeou mais de 60 espécies nativas de plantas da Caatinga brasileira utilizadas por comunidades tradicionais. Entre elas, uma ganha destaque por suas múltiplas aplicações: o licuri (Syagrus coronata). Essa palmeira nativa do semiárido nordestino — também conhecida como “ouricuri” ou “coco-cabeçudo”, entre outros nomes populares — se tornou aliada de diferentes comunidades brasileiras: seus frutos viram alimento saudável e fonte para a extração de óleos, enquanto suas fibras e palhas são convertidas em matéria-prima para o artesanato. Protagonista histórico de um bioma conhecido pela importância de seus serviços ambientais, o licuri também chama a atenção da ciência, que busca investigar mais a fundo a versatilidade biotecnológica da espécie. Esse é um dos objetivos de novas pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga (NBioCaat), que faz parte da UFPE. Aliando informações sobre práticas tradicionais ao resultado de testes laboratoriais, o instituto verificou propriedades do licuri com potencial de uso em diferentes produtos — não apenas da indústria alimentícia, mas, também, farmacêuticos e cosméticos. Segundo Márcia Vanusa, pesquisadora da UFPE e doutora em Biologia Celular e Molecular, o conhecimento ancestral de diferentes populações humanas que vivem em áreas de Caatinga é o “ponto de partida” dos estudos sobre a planta. Ela diz que esses “saberes” são transmitidos de forma oral entre gerações, sobretudo por mulheres mais idosas e com vasto conhecimento empírico. Ainda que subjetivos, esses elementos são “indispensáveis” às análises técnicas posteriores, auxiliando cientistas na busca por&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/08/tesouro-da-caatinga-licuri-ganha-novos-horizontes-na-bioeconomia-gracas-a-ciencia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Cientistas e comunidades correm para salvar um dos ecossistemas mais raros e diversos do Brasil</title>
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					<pubDate>07 Jul 2025 06:59:17 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Letícia Klein]]>
						</dc:creator>
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							<![CDATA[Ameaças às Florestas Tropicais, Biodiversidade, Cerrado, Comunidades Tradicionais, Mineração e Unidades de Conservação]]>
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							<![CDATA[<p>“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[“Quando eu vi aquelas plantas, achei que estivesse num ambiente de outro planeta. Era tão diferente, não só a arquitetura das plantas, mas de todo o lugar. Parecia uma nanofloresta.” Geraldo Fernandes foi fisgado pela paisagem espetacular dos campos rupestres em 1980, quando estudava para se tornar biólogo, e desde então trabalha com esse ecossistema que poucos brasileiros conhecem. Pioneiro no estudo dos campos rupestres, Geraldo é professor titular de Ecologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Seu interesse pelos insetos o levou a investigar as interações entre a fauna e a flora, lançando as bases para seu primeiro estudo de campo: câncer em plantas. Assim como humanos e animais, vegetais também desenvolvem células cancerígenas, com causas ligadas a temperaturas altas, menos água, falta de nutrientes, poluição e uma ampla variedade de organismos, principalmente insetos, como moscas e vespas, que manipulam geneticamente a planta para produzir o câncer do qual vão se alimentar. Chamado de galha, nem todo tumor leva à morte da planta, e alguns são até bonitos, parecendo ornamentos ou flores, mas, “inevitavelmente, 90% das plantas que ocorrem nos campos rupestres têm um ou outro tipo de câncer”, afirma Geraldo. Isso se deve à própria localização desse ecossistema: o alto das montanhas. A forte radiação UV e a escassez de recursos geram estresse às plantas, e, com seu mecanismo de defesa debilitado, elas acabam mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores. O passar dos milênios, porém, propiciou que a vegetação&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/07/cientistas-e-comunidades-correm-para-salvar-um-dos-ecossistemas-mais-raros-e-diversos-do-brasil/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Entre escassez e conflito, povo Pataxó transforma fazenda degradada em exemplo de agroecologia</title>
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					<pubDate>07 Mai 2025 10:02:21 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Carolina de Marchi]]>
						</dc:creator>
										<author>
						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
					</author>
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							<![CDATA[Bahia e Mata Atlântica]]>
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											<topic-tags>
							<![CDATA[Comunidades Tradicionais, Cultura Indígena, Demarcação Territorial, Etnocídio, Florestas, Florestas Tropicais, Indígenas, Índios, Mata Atlântica, Povos indígenas, Povos Tradicionais, Produtos da Floresta, Reflorestamento, Responsabilidade Ambiental, Soluções, Sustentabilidade e Terras Indígenas]]>
						</topic-tags>
					
					
											<description>
							<![CDATA[<p>TERRA INDÍGENA BARRA VELHA DO MONTE PASCOAL, Bahia – “Meu sonho sempre foi ter uma terra pra trabalhar, produzir e poder dizer pro mundo o que a gente sabe.&#8221; As mãos calejadas e as rugas escavadas no rosto de Josia Pataxó não mentem: esse sonho demorou muito para ser realizado. Ele agora se materializa na [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[TERRA INDÍGENA BARRA VELHA DO MONTE PASCOAL, Bahia – “Meu sonho sempre foi ter uma terra pra trabalhar, produzir e poder dizer pro mundo o que a gente sabe.&#8221; As mãos calejadas e as rugas escavadas no rosto de Josia Pataxó não mentem: esse sonho demorou muito para ser realizado. Ele agora se materializa na Pataxi Pataxó Akuã Tarakwatê (em português, Aldeia Pataxó Flecha Forte), ainda que não tenha sido legitimado pelo Estado brasileiro. Exige, até hoje, paciência e trabalho duro. No caminho da entrada do Parque Nacional do Monte Pascoal, entre Prado e Porto Seguro (BA), em meio às fazendas que dominam o entorno, este pequeno território (cujo tamanho nunca foi medido com precisão) ocupado por um grupo de indígenas Pataxó em junho de 2023 está se tornando exemplo de luta e reinvenção. A Pataxi Pataxó Akuã Tarakwatê, instalada em uma antiga fazenda de gado e cacau que se encontrava degradada, abriga um esforço comunitário que combina agroecologia e preservação cultural em meio à escassez de recursos e a impasses sobre a demarcação do território. A comunidade Pataxó, que enfrenta décadas de negligência e precariedade em outras áreas da Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, retomou o local – já demarcado pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) como parte da revisão da TI – com um objetivo ousado: transformar o espaço em um modelo de sustentabilidade e inspiração para outras retomadas. “Se fôssemos esperar pela Funai ou ONGs, essa terra estaria parada até hoje”, afirma Tohõ Pataxó,&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/05/entre-escassez-e-conflito-pataxos-transformam-fazenda-degradada-em-exemplo-de-agroecologia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Caatinga desmatada para instalação de painéis solares mobiliza comunidade na Bahia</title>
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					<pubDate>06 Fev 2025 18:20:45 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Rafael Martins]]>
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							<![CDATA[<p>UIBAÍ, Bahia – No dia 14 de maio de 2024, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia autorizou a empresa norueguesa Statkraft Energias Renováveis a realizar o desmatamento de 454 hectares de floresta de caatinga arbórea no topo das serras situadas entre as cidades de Uibaí e Ibipeba, no centro-norte da [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[UIBAÍ, Bahia – No dia 14 de maio de 2024, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia autorizou a empresa norueguesa Statkraft Energias Renováveis a realizar o desmatamento de 454 hectares de floresta de caatinga arbórea no topo das serras situadas entre as cidades de Uibaí e Ibipeba, no centro-norte da Bahia. O objetivo é a instalação de 282.240 painéis de placas solares. Segundo o parecer técnico para emissão da licença prévia publicado pelo próprio Inema, a área diretamente afetada possui 230 espécies de plantas, das quais 15 estão ameaçadas de extinção, e outras 200 espécies animais do bioma Caatinga, sendo que 64 espécies não sobrevivem fora do ambiente de floresta. As águas também são impactadas pelo empreendimento, pois a área serve de recarga para os rios Verde e Jacaré, afluentes do Rio São Francisco. Mesmo assim, o relatório técnico considerou o empreendimento de baixo impacto ambiental e o Inema concedeu a licença. Vale lembrar que a mesma Statkraft já está instalada na região com o Complexo Eólico Ventos de Santa Eugênia, onde 14 parques eólicos, totalizando 91 turbinas, constituem o maior empreendimento da empresa fora da Europa. Área de Caatinga desmatada para instalação de painéis solares. Foto: Rafael Martins Segundo Edimário Oliveira Machado, uma das principais lideranças contra a instalação do parque solar, o desmatamento autorizado pelo Inema é “inadmissível”: diz ele que, a poucos metros das áreas licenciadas, há terrenos em abundância, já desmatados, com condições para acolher o empreendimento e ainda gerar receitas&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/02/caatinga-desmatada-para-instalacao-de-paineis-solares-mobiliza-comunidade-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Festa de Iemanjá quer se tornar sustentável e reduzir a poluição das oferendas no mar</title>
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					<pubDate>30 Jan 2025 14:52:40 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Júlia Moa]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>SALVADOR, Bahia – Engana-se quem acredita que a Festa de Iemanjá, em Salvador (BA), a cidade com a maior população negra fora do continente africano, se limite ao dia 2 de fevereiro. Sob o sol radiante de um domingo de verão, uma semana antes do grande festejo, aconteceu a 37ª Homenagem a Iemanjá, organizada pela [&#8230;]</p>
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							<![CDATA[SALVADOR, Bahia – Engana-se quem acredita que a Festa de Iemanjá, em Salvador (BA), a cidade com a maior população negra fora do continente africano, se limite ao dia 2 de fevereiro. Sob o sol radiante de um domingo de verão, uma semana antes do grande festejo, aconteceu a 37ª Homenagem a Iemanjá, organizada pela Colônia de Pesca Z1 – Núcleo da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho, longe das multidões que costumam lotar as areias em frente ao Largo de Santana. Assim como na celebração principal, balaios ornamentados somente com flores foram ofertados à Rainha do Mar, em um gesto de gratidão e renovação dos pedidos por um ano de fartura para as famílias que dependem das águas salgadas, nem sempre tão límpidas, da capital baiana. Conforme o entardecer alaranjado se desenhava no céu, o som dos atabaques, cânticos e danças do xirê — ritual sagrado do candomblé que evoca os orixás —, feito pelo terreiro Axé Jbaiyê, guiou os pescadores ao cortejo marítimo. Com vozes em uníssono, entoando a saudação &#8220;Odoyá, Iemanjá!&#8221;, os quatro balaios foram entregues à divindade, e o mar respondeu com sua aceitação: quando as cestas floridas afundam, é sinal positivo. Estava selada a conexão sagrada entre o mar e os pescadores, protagonistas da celebração popular reconhecida como patrimônio cultural de Salvador desde 2020. Praia de Santana, no bairro do Rio Vermelho, durante a Festa de Iemanjá de 2024. Foto: Manu Dias/GOVBA Mas nem tudo são flores brancas e fragrância de alfazema nos ares do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2025/01/festa-de-iemanja-quer-se-tornar-sustentavel-e-reduzir-a-poluicao-das-oferendas-no-mar/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Construção da segunda maior ponte do Brasil ameaça ecossistemas e comunidades na Bahia</title>
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					<pubDate>25 Nov 2024 06:38:41 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Lobato Felizola]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[<p>“Parece que houve um processo proposital de sucateamento do serviço de ferry-boat, com o intuito de gerar insatisfação e, assim, facilitar a aceitação da construção da ponte”, denuncia Maria José Pacheco, secretária-executiva do Conselho Pastoral dos Pescadores na Bahia. A lista de precariedades no transporte marítimo da Baía de Todos-os-Santos é extensa: atrasos, falta de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/construcao-da-segunda-maior-ponte-do-brasil-ameaca-ecossistemas-e-comunidades-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Construção da segunda maior ponte do Brasil ameaça ecossistemas e comunidades na Bahia</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[“Parece que houve um processo proposital de sucateamento do serviço de ferry-boat, com o intuito de gerar insatisfação e, assim, facilitar a aceitação da construção da ponte”, denuncia Maria José Pacheco, secretária-executiva do Conselho Pastoral dos Pescadores na Bahia. A lista de precariedades no transporte marítimo da Baía de Todos-os-Santos é extensa: atrasos, falta de higiene, problemas mecânicos nas embarcações e até mesmo colisões. Além disso, uma antiga concessionária foi acusada de superfaturamento e má gestão, enquanto a atual operadora já recebeu multas milionárias pelos problemas. Hoje, a viagem de ferry entre Salvador e Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, dura cerca de 50 minutos, e a nova ponte deve encurtar o tempo de travessia para 15 minutos. Com obras previstas para 2025 e duração de quatro anos, o empreendimento baiano de 12,4 km será a segunda maior ponte do hemisfério sul, atrás apenas da Rio-Niterói (13,29 km). O consórcio de duas empresas chinesas venceu a licitação em 2020 e atuará por meio de Parceria Público-Privada, com orçamento de R$ 9 bilhões. No portfólio das construtoras, destacam-se a maior ponte marítima do mundo, no Mar da China, e ferrovias na Etiópia e na Nigéria. A concessão de 35 anos do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica envolve as etapas de construção, operação e manutenção, além de obras como estradas, túneis, viadutos e praças de pedágio. A ponte entre Salvador e Itaparica deve encurtar a atual travessia de ferry-boat, que dura 50 minutos, para 15 minutos. Um atalho logístico e agressivo&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/11/construcao-da-segunda-maior-ponte-do-brasil-ameaca-ecossistemas-e-comunidades-na-bahia/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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					<title>Flexibilização da legislação impulsiona o desmatamento do Cerrado na Bahia, alerta estudo</title>
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					<pubDate>23 Out 2024 12:13:09 +0000</pubDate>
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							<![CDATA[Elizabeth Oliveira]]>
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						<![CDATA[Xavier Bartaburu]]>
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							<![CDATA[Agropecuária, Água, Cerrado, Commodities, Comunidades Tradicionais, Desmatamento, Incêndios, Motores do Desmatamento, Queimadas, Recursos hídricos e Soja]]>
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							<![CDATA[<p>Intensificado desde 2010, o processo de flexibilização da legislação estadual tem contribuído para o avanço do desmatamento autorizado no Oeste da Bahia, onde municípios como São Desidério já despontam entre os maiores desmatadores do Brasil. O cenário é apontado no livro Desmatamento e apropriação da água no Oeste da Bahia: uma política de Estado. A [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/flexibilizacao-da-legislacao-impulsiona-o-desmatamento-do-cerrado-na-bahia-alerta-estudo/" data-wpel-link="internal">Flexibilização da legislação impulsiona o desmatamento do Cerrado na Bahia, alerta estudo</a> appeared first on <a href="https://brasil.mongabay.com" data-wpel-link="internal">Notícias ambientais</a>.</p>
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							<![CDATA[Intensificado desde 2010, o processo de flexibilização da legislação estadual tem contribuído para o avanço do desmatamento autorizado no Oeste da Bahia, onde municípios como São Desidério já despontam entre os maiores desmatadores do Brasil. O cenário é apontado no livro Desmatamento e apropriação da água no Oeste da Bahia: uma política de Estado. A publicação sinaliza que, de setembro de 2007 a junho de 2021, as Autorizações de Supressão de Vegetação (ASV) emitidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que dispensavam o licenciamento ambiental para atividades agrossilvopastoris, possibilitaram o desmatamento de 992.587 hectares, equivalente a 32 vezes a extensão continental da cidade de Salvador. Análises envolvendo 5.126 portarias de ASV e 835 portarias de Outorgas de Uso de Recursos Hídricos indicam que 80% das áreas de desmatamento autorizado se concentram no Cerrado baiano. As outorgas de água, emitidas de setembro de 2007 a setembro de 2022 na região, equivalem à captação diária de 17 bilhões de litros das bacias hidrográficas dos rios Grande, Corrente e Carinhanha. A vazão seria suficiente para abastecer, diariamente, sete vezes a população do estado da Bahia e nove vezes a da cidade de São Paulo. Os dez municípios que mais desmataram com ASV são Formosa do Rio Preto, São Desidério, Jaborandi, Correntina, Cocos, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves, Baianópolis e Santa Rita de Cássia. O Cerrado baiano se insere na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde a expansão da fronteira agropecuária tem causado avanço acelerado do&hellip;This article was originally published on <a href="https://brasil.mongabay.com/2024/10/flexibilizacao-da-legislacao-impulsiona-o-desmatamento-do-cerrado-na-bahia-alerta-estudo/" data-wpel-link="internal">Mongabay</a>]]>
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