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Nova matemática mostra que a ameaça de extinção é subestimada globalmente

Nova matemática mostra que a ameaça de extinção é subestimada globalmente

Nova matemática mostra que a ameaça de extinção é subestimada globalmente
Jeremy Hance, mongabay.com
Traduzido por Marcela V.M. Mendes
20 de Julho, 2008





Para algumas espécies as probabilidades de sobrevivencia podem ter mudado. De acordo com um novo estudo os atuais modelos de extinção subestimaram a ameaça de extinção não fatorando as diferenças entre indivíduos dentro de uma população. Tais diferenças incluem a relação dos machos com as fêmeas, tamanho e saúde dos animais, e padrões de comportamento dos indivíduos. Um estudo conduzido por Brett Melbourne da Universidade do Colorado, Boulder e Alan Hastings da Universidade da California, Davis, mostra que o novo modelo acelera a extinção para algumas espécies até 100 vezes o que estava previsto.



“Quando aplicamos nosso novo modelo matemático às taxas de extinção das espécies, ele mostra que as coisas são piores do que imaginávamos,” disse Melbourne. “Esclarecendo diferenças aleatórias entre os individuos, as taxas de extinção para espécies ameaçadas podem ser de ordens de magnitude maior que a conservação que os biólogos acreditaram.”


Tartaruga marinha Leatherback criticamente ameaçada no Suriname. Foto por Jeremy Hance.

Modelos anteriores se concentraram nos efeitos dos eventos aleatórios sobre a habilidade das espécies para sobreviver, se dividindo em dois fatores separados. O primeiro foca em como uma série de eventos adversos afetariam uma população, por exemplo um indivíduo que se afoga inesperadamente. Como Melbourne explica, populações maiores são mais resistentes que as populações menores a tais acontecimentos. A segunda leva em consideração mudanças externas, tais como flutuações nas chuvas e temperatura, e como tais mudanças afetariam a população total. Enquanto aplicável, esses modelos não incluiam informações sobre a composição da população.



“Os resultados mostraram que os velhos modelos diagnosticaram mal a importancia de tipos diferentes de forma aleatória, como mal calcular as probabilidades em um jogo não familiar de cartas porque você não conhece as regras,” disse Melbourne.



Para espécies bem estudadas, um conhecimento de relacionamento de gêneros e capacidade de reprodução poderia ser usado para criar modelos mais precisos. No entanto, biólogos apenas tem essa informação para uma pequena porcentagem das espécies do mundo. E algumas espécies são particularmente dificeis de estudar dessa forma. Usando peixes marinhos como exemplo, Melbourne disse, “O melhor que os biólogos podem fazer é medir as abundâncias e as flutuações da população”, mas “são essas espécies que são as mais prováveis de serem mal diagnosticadas”.



A falta de informações sempre foi um obstáculo para os conservacionistas. A IUCN (União de Conservação Internacional da Natureza) é a fonte de informações mais confiável do mundo em status de várias espécies. No entanto, das 1.8 milhões de espécies conhecidas, a IUCN apenas tem informações suficientes de 41.000 especies, 16.000 das quais estão ameaçadas.



Melbourne e Hastings realizaram experimentos com besouros para testar suas novas figuras, e descobriram um modelo que previa melhor o nivel de extinção dos besouros do que os anteriores. Eles sugerem que as organizações de conservação reavaliam seus atuais modelos de extinção.





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